Voltar

Clientes

Como a estruturação de campanhas B2B escalou a aquisição da Azion no Brasil e EUA

A estruturação de campanhas B2B de alta performance é um trabalho cirúrgico que não tolera achismos. Recentemente, liderei um projeto de escala de aquisição para a Azion, um dos maiores players globais de Edge Computing, atuando simultaneamente nos mercados do Brasil e dos Estados Unidos. O desafio não era apenas gerar mais leads, mas gerar a demanda correta para um produto altamente técnico. Para isso, tive que abandonar as práticas genéricas do mercado e construir uma máquina de mídia baseada em clusters de intenção e perfil corporativo.

Na rede de pesquisa, a base da nossa estruturação de campanhas B2B foi o Google Ads usando a metodologia STAG (Single Theme Ad Groups). Em vez de agrupar dezenas de palavras-chave amplas no mesmo grupo de anúncios, eu separei os termos em temas estritos. Mas o verdadeiro divisor de águas foi a clusterização por nível de consciência. Criei campanhas distintas para quem estava pesquisando o problema (topo de funil), buscando comparações técnicas (meio de funil) e procurando a solução exata da Azion (fundo de funil). Essa separação me permitiu controlar o lance e a mensagem exata para o momento psicológico do engenheiro de software ou CTO que fazia a busca.

LinkedIn Ads com precisão de sniper

Quando o assunto é atingir contas enterprise, o Google sozinho não basta. Parte fundamental dessa estruturação de campanhas B2B aconteceu no LinkedIn Ads. O erro comum aqui é fazer segmentações muito amplas ou usar apenas listas de e-mails. Eu mudei a rota. Clusterizei o público alvo cruzando duas variáveis críticas: Job Functions (funções exatas dentro da engenharia e infraestrutura) e Company Size (tamanho da empresa).

Isso evitou que o orçamento altíssimo dos Estados Unidos e do Brasil fosse queimado com estudantes ou empresas pequenas que não teriam fit para comprar Edge Computing em escala. Se a conta não tivesse o porte necessário ou se a pessoa não fosse um tomador de decisão técnica, nosso anúncio simplesmente não aparecia para ela.

Narrativas e assets alinhados ao cluster

Tecnologia sem copy não converte. Para que essa estruturação de campanhas B2B funcionasse, desenvolvi narrativas específicas para cada tema e cada cluster. O CTO de uma grande corporação nos EUA via um anúncio focado em segurança e redução de latência global. O desenvolvedor no Brasil via um asset técnico focado em performance de aplicação e edge functions. Nós não usamos o mesmo banner para todos. O criativo era uma extensão natural da segmentação técnica que havíamos feito no painel.

Os resultados dessa arquitetura foram brutais. Ao parar de competir em leilões genéricos e focar na intenção clara cruzada com o perfil corporativo, o Custo de Aquisição de Clientes (CAC) entrou nas metas da empresa e o volume de leads qualificados que chegavam para o time de vendas explodiu. A estruturação de campanhas B2B prova que, no jogo corporativo, não ganha quem gasta mais. Ganha quem segmenta melhor.

Leia também